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É preciso ser muito ingênuo, ou burro, para acreditar na versão apresentada por Jader e Helder Barbalho (MDB), em seu grupo de comunicação, de que o Pará vai ganhar uma ferrovia com recursos do governo federal.

Aos fatos: a mineradora Vale terá que investir R$ 4 bilhões para conseguir renovar por mais 30 anos a concessão da ferrovia de Carajás, mas o presidente Michel Temer, do MDB, decidiu que os investimentos devem ser feitos em uma ferrovia ligando Goiás ao Mato Grosso, embora a Vale explore minérios no Pará e boa parte de sua ferrovia de Carajás fica em território paraense.

Como são contrários à implantação da Ferrovia Paraense, de Santana do Araguaia a Barcarena, cortando o Pará de Sul ao Norte, por ser uma iniciativa do governo de Simão Jatene (PSDB), Jader e Helder Barbalho fizeram mais um jogo de cena: viajaram a Brasília, onde foram recebidos por seu parceiro Michel Temer, e trouxeram de volta uma solução Mandrake: o governo federal vai criar um fundo ferroviário, por medida provisória – que precisa de aprovação no Congresso Nacional – destinando R$ 1 bilhão para a implantação de uma ferrovia no Pará, uma extensão da Ferrovia Norte-Sul, de Açailândia a Barcarena, que há décadas não sai do papel.

Trocando em miúdos: Jader e Helder Barbalho abriram mão de R$ 4 bilhões de investimentos garantidos pela Vale por uma promessa de um fundo que, sabe-se lá quando será criado.

Mais um golpe de morte da família Barbalho no Pará e nos paraenses em sua campanha sórdida para tentar voltar ao poder – de onde foram catapultados há 25 anos – passando por cima de todos, mentindo, e ainda usando alguns ingênuos lideres empresariais que foram até Brasília acreditando na boa fé dos Barbalhos.

É o Pará sendo vilipendiado mais uma vez pelo governo federal com a omissão e conivência de Helder e Jader Barbalho, aqueles políticos enrolados na Operação Lava Jato, propagadores da política do “quanto pior, melhor”.

Não passarão, mais uma vez!

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

Vídeo: Helder é destaque no Jornal Nacional, mais uma vez por maracutaias

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