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Vejam o que se pode esperar de Helder Barbalho (MDB) na remota hipótese dele um dia se eleger governador do Pará. O melhor exemplo vem do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCM), onde se concentra um dos maiores esquemas de nepotismo já revelados no Estado: somente membros das famílias Barbalho e Zalouth ocupam 14 cargos de relevância no tribunal, com salários altíssimos.

São empregados no TCM – muitos ganham sem trabalhar – irmãos, sobrinhos, primos e cunhados do notório senador Jader Fontenelle Barbalho (MDB), 73, e de sua ex-mulher, a deputada federal Elcione Barbalho (PDB), 71, que juntaram uma das maiores fortunas do Pará, ao longo dos últimos 35 anos, exercendo única e exclusivamente cargos públicos.

A grande maioria dos parentes de Jader e Elcione Barbalho ingressou no Tribunal de Contas dos municípios do Pará pela “janela” do parentesco, sem concurso público, usufruindo de uma “boquinha” que, segundo cálculos extraoficiais, garantem aos familiares de Jader Barbalho e Elcione Zalouth, mais de R$ 300 mil por mês, dinheirama suficiente para garantir a compra de mais de mil cestas básicas mensais para atender as comunidades carentes do Estado.

Desde que se elegeu governador do Pará, em novembro de 1982, Jader Barbalho tem percorrido uma trajetória marcada por casos de corrupção – vide os escândalos do Banpará, desapropriações fraudulentas no Incra e o assalto aos incentivos fiscais da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) – e pelo aparelhamento da máquina do Estado com parentes e amigos.

No caso atual, do nepotismo no Tribunal de Contas dos Municípios, sabe-se que o nepotismo favoreceu até mesmo parentes da segunda ex-mulher de Jader Barbalho, a sobrinha de Elcione Barbalho, Márcia Centeno, irmã de Camilo Centeno, diretor-geral da Rede Brasil Amazônia (RBA), a televisão dos Barbalhos no Pará.

Vejam no quadro abaixo, a relação dos parentes de Jader e Elcione Barbalho que estão lotados no Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, ganhando salários de marajá.

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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