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A ineficiência das unidades especializadas da Polícia Civil do Pará, na repressão a roubos a banco, ultrapassou todos os limites de incompetência possível, as quadrilhas em 2019 aterrorizaram o interior do Estado, as cidades foram sitiadas nas madrugadas levando pânico à população, a Polícia acuada, sequestrada e sem condições de enfrentar o poderio bélico dos bandos.

Longe de afirmar que esta modalidade criminosa começou neste ou naquele governo, porém a letargia da inteligência policial nunca foi tão acentuada, a ponto de desmoralizar o Estado.

Em 2019, nenhuma resposta efetiva foi dada: foram invadidos e tomados de assalto os municípios de: Concórdia do Pará, São Domingos do Capim, Novo Repartimento,Jacundá, Bonito, Acará, Capitão poço, Mãe do Rio, Nova Ipixuna, Cachoeira do Piriá, Rondon do Pará, Dom Eliseu, Nova Esperança do Piriá, Rio Maria, Mãe do Rio (duas vezes)…, e hoje foi a vez do Município de Ipixuna, qual será a próxima cidade? Para as quadrilhas o paraíso é aqui, algumas já podem até tirar o CNPJ.

O Sistema de inteligência não se comunica e nem funciona, cada instituição trabalha isolada, todas com apadrinhados no comando, sem qualquer experiência na área.

Estas ocorrências não entram nas estatísticas do Governo, não são questionadas, não são objeto de audiência pública na Alepa, nem muito menos destaque nas primeiras páginas de jornais.

Além da insegurança, da desmoralização do Estado, tem os transtornos causados aos moradores desses municípios, que ficam meses sem as agências bancárias.

Vamos ver se em 2020 a imprensa divulga estas estatísticas e a SEGUP consegue juntar os cacos da inteligência loteada politicamente para os “amigos dos amigos”.Roubos a banco: Quadrilhas de volta ao trabalho em 2020.

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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