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Em tempos sombrios de Pandemia do novo coronavírus, alguns prefeitos do Interior paraense decidiram aloprar na compra de caixões para as prováveis vítimas fatais da Covid 19, mas exageraram nas contas.
Previdente, o esperto prefeito de São Miguel do Guamá, no nordeste do Pará, comprou 1.115 caixões para atender as prováveis vítimas do novo coronavírus, mas as mortes por Covid 19 atingiram até agora 25 são miguelenses.
Ah, sim: o prefeito é conhecido, não sei porque, como Antônio “Doido”.
Outro prefeito precavido na Pandemia, João Tonheiro, do município de Capitão Poço, também no nordeste, aliado do governador Helder Barbalho, comprou logo 1.500 caixões, torrando mais de R$ 1 milhão do dinheiro do contribuinte. Como ocorreu com o “Doido” em São Miguel do Guamá, Tonheiro exagerou nos cálculos de óbitos em seu município, e os caixões – como na Sucupira de Odorico Paraguaçu, no clássico de Dias Gomes, os caixões estão encalhados.
PIAS – Outro gasto extravagante de dinheiro público na Pandemia Covid 19 ocorreu no município de Moju, no entorno da rodovia PA-150, onde a prefeita Nilza Lima – mulher do chefe da Casa Civil do governo Helder Barbalho, Iran Lima, pagou quase R$ 400 mil na compra de cinco pias para garantir que a população tivesse acesso à água potável para lavar as mãos em pontos estratégicos do município, como no terminal rodoviário.
A compra das pias por quase R$ 80 mil a unidade foi denunciada em rede nacional pelo programa Sikera Jr, da Rede TV.
Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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