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Escrevi há dois anos, no Facebook, sobre a manobra dos Barbalhos para prejudicar o Pará. Adoro essa divertida brincadeira de escrever a verdade…

Jader e Helder, os omissos

O que mais impressiona nessa história de a mineradora Vale investir em uma ferrovia beneficiando os Estados de Goiás e Mato Grosso é saber que o honestíssimo senador Jader Barbalho (MDB) e seu filho Helder Barbalho (MDB), por politicalha rasteira, vão fazer o Pará perder R$ 4,5 bilhões de investimentos da Vale – que deixará de fazer o ramal ferroviário ligando Acailândia, no Maranhão, ao porto de Vila do Conde, em Barcarena, trazendo a ferrovia Norte-Sul até o maior porto de exportações do Estado..
Jader e Helder Barbalho pensam que, endossando a manobra do presidente aliado Michel Temer (MDB), levando os recursos da Vale para Goiás e Mato Grosso, estarão prejudicando o governo Simão Jatene (PSDB).
Quem perde, de fato, é o sofrido e abandonado povo paraense.
Mais uma vez, espoliado pela União.
Triste.
Pois é, aconteceu o que eu tinha previsto. O investimento foi para ferrovia ligando Goiás ao Mato Grosso e o Pará ficou sem o ramal da Norte – Sul ligando Açailândia ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena, e também ficou sem a Ferrovia Paraense (Fepasa), que cortaria o Pará de norte a sul, de Santana do Araguaia a Barcarena.
A Vale, que retira mais de 50 por cento do minério de ferro que exporta da Serra dos Carajás, operando nos municípios de Parauapebas, Canaã dos Carajás, Marabá e Curionópolis, entre outros, no sudeste do Pará, lavou as mãos.
Venceu a politicagem de Helder Barbalho, à época ministro da Integração Nacional, no governo Michel Temer, e do senador Jader Barbalho, que anunciou em manchete no seu jornal Diário do Pará, que a União investiria R$ 1 bilhão no ramal da ferrovia Norte – Sul, que ligaria Açailândia a Barcarena, a 50 km de Belém, por onde seriam escoadas milhares de toneladas de grãos da região Centro – Oeste, pelo Porto de Vila do Conde.
Ficou na promessa, como mostra a vida real. Helder Barbalho se elegeu governador em uma eleição onde usou a máquina de seu grupo de comunicação na campanha, com produção de Fake News em massa – como consta do parecer do procurador regional eleitoral que pede a cassação do diploma do governador Barbalho e, também, do vice-governador Lúcio Valle – e o Pará, 18 meses depois da posse de Helder, continua sem ferrovias. Nós, paraenses, pagamos a conta deste
estelionato eleitoral.
Mais um.

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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