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Vejo o ministro dos Transportes anunciar que a Vale vai construir uma ferrovia ligando Goiás ao Mato Grosso com o dinheiro da renovação da concessão da ferrovia de Carajás.

Lembro que na campanha eleitoral de 2018, Jader e Helder Barbalho participaram de reunião com o então presidente Michel Temer e anunciaram a criação de um Fundo Ferroviário, por medida provisória, que destinaria um bilhão de reais para a construção de um ramal ferroviário da Ferrovia Norte-Sul ligando Açailândia, no Maranhão, ao porto de Vila do Conde, em Barcarena, no Pará.

Tudo conversa mole, engodo, enganação: o fundo ferroviário não saiu e o ramal Açailândia-Barcarena não sairá.

Helder e Jader Barbalho se elegeram, mas o Para mais nunca vez ficou na ver navios. Os R$ 4 bilhões que a Vale pagará para renovar a concessão da sua ferrovia de Carajás, de Parauapebas ao porto de Ponta da Madeira, em Itaqui, São Luís, Maranhão, serão gastos numa ferrovia no Centro-Oeste.

Ao Pará caberá boa buracos da mineração vê as barragens de rejeitos, tragédias anunciadas no futuro nem tão distante.

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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