Corrupção

Operação Lava Jato em Belo Monte, a bola da vez

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Agora que a fila andou, com operação de busca e apreensão contra o senador tucano José Serra, de São Paulo, já há uma torcida grande para que a bola da vez da Operação Lava Jato seja o ataque a comprovada roubalheira na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, sudoeste do Pará.
Procuradores do Ministério Público Federal e delegados da Polícia Federal já tomaram depoimentos de dezenas de empreiteiros e políticos e há provas contundentes sobre o pagamento de propinas para políticos do PT e MDB.
As construtoras de Belo Monte – Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, entre outras – teriam pago R$ 150 milhões de propinas a líderes políticos do PT e MDB, do Pará, do Maranhão e de outros Estados, principalmente para financiar as campanhas eleitorais de 2.014 a 2.018.
A roubalheira na construção da usina de Belo Monte foi relatada com detalhes pelo ex-ministro da Fazenda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e ministro- chefe da Casa Cívil no governo Dilma Rouseff, o notório Antônio Pallocci.
A Polícia Federal já mapeou o caminho da propina e inclusive os responsáveis por receber as propinas das empreiteiras denunciados, entre eles o filho de um senador e um ex-senador da República, ambos filiados ao MDB. Os “homens da mala” foram denunciados, entre outros, pelo empreiteiro Flávio Barra.
A Operação Belo Monte vem aí, com autorização do ministro Edson Fachin, relator dos inquéritos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), por envolver políticos com foro privilegiado, com potencial para colocar muito político poderoso do Pará e Maranhão atrás das grades.
No aguardo.

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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