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A produção do limão taiti no município de Monte Alegre, no oeste do Pará, encerrou o ano de 2019 com um recorde: foram produzidas aproximadamente 70 mil toneladas, o que gerou receita estimada de R$ 34 milhões.
O município é maior produtor do fruto no Pará e os agricultores contam com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater). São cerca de 746 agricultores atendidos pelo escritório local.
De junho a dezembro de 2019, o escritório da Emater realizou diagnóstico para obter dados com a proposta de elaborar e discutir a implantação de políticas públicas para verticalizar a produção do fruto, que cada vez mais ganha espaço no Brasil.
Atualmente, a maior parte da produção é exportada para o Estado do Amazonas, além da capital paraense, Belém. Há propostas para que o limão Taiti chegue com força no mercado da região Nordeste.
“A produção é muito significativa e grande parte dos agricultores são familiares. Cada família tem em torno de 1.100 pés de limão plantados em sua propriedade. A região precisa de uma agroindústria de sucos, isso com certeza vai aumentar a renda dos produtores e também do município”, comenta o técnico em agropecuária Francisco Lima.
A Emater de Monte Alegre já desenvolveu e aprovou alguns projetos de créditos para o limão. “O banco financia o custeio (sistema de irrigação). Somado a isso, os técnicos realizam dia de campo, demonstração técnica e poda, por exemplo, para dar qualidade”, observou o técnico.
Apesar do número expressivo, há um descarte grande na produção de limão, algo em torno de 12.916.975 (milhões de kg) para uma renda estimada de R$ 2,7 milhões. Esse descarte é fruto da retração de mercado devido ao baixo preço do produto. “As políticas públicas vão ajudar a mudar esse quadro”, finaliza Lima.
Este é o segundo diagnóstico realizado pelo escritório de Monte Alegre. O primeiro foi concluído em 2014, quando a área plantada era de 1350 ha e número de produtores era de 400.
Produtor pioneiro da região, Zezinho Pedreiro, que começou a trabalhar com o fruto há 25 anos, comenta que investimentos no setor devem alavancar a produção para o resto do brasil. “Os agricultores precisam de apoio para investimentos na área, isso vai gerar emprego e renda”, explicou.
Alain Xavier, supervisor regional do Médio Amazonas, explica que o levantamento foi necessário para apontar dados animadores. “A gente comprovou, com esse diagnóstico realizado em 2019, que Monte Alegre tem uma produção grandiosa, mas que precisa de trabalho intensivo para prospectar novos mercados. Vamos fazer seminários para reunir empresários e representantes de órgão do Estado.
Fonte: G1/ Santarém
Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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