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Nessa segunda-feira, o candidato Helder Barbalho, do MDB, concedeu entrevista no Jornal Liberal 1ª Edição. Com fala mansa, diferente do usual, o emedebista deu vários escorregões, que checaremos a partir de agora.

Eu não respondo a qualquer processo que envolva este tema [Lava Jato].

Confrontado sobre os processos que correm no STF em relação ao seu envolvimento na Lava Jato, Helder Barbalho negou ser investigado. Contudo, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, em abril de 2017, a abertura de um inquérito sobre o então ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB-PA). Ele é suspeito de receber R$ 1,5 milhão não contabilizado durante sua campanha ao governo do Pará em 2014. O senador Paulo Rocha (PT-PA) também é citado no mesmo inquérito.

O pedido faz parte de investigações pedidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com base nas delações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

Segundo o Ministério Público, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Mário Amaro da Silveira relatam que Barbalho recebeu R$ 1,5 milhão durante sua campanha ao governo do Pará em 2014, pago em três parcelas. A Odebrecht desejava atuar como concessionária da área de saneamento básico no estado.

O próprio Barbalho, Rocha e o prefeito de Marabá, João Salame (PROS-PA), teriam solicitado o dinheiro, repassado através do Setor de Operações Estruturadas do grupo Odebrecht. O então candidato era conhecido pelo apelido de “Cavanhaque”.

Este governo governa o Pará há 20 anos.

Convenientemente, Helder Barbalho esqueceu o período que Ana Júlia Carepa, apoiada pelos Barbalhos, governou o estado. Sendo rejeitada nas urnas após um governo desastroso.

A minha proposta é reforçar e reestruturar a Cosanpa.

Helder Barbalho disse que não pretende privatizar a Cosanpa, contudo a empreiteira Odebrecht liberou R$ 3,7 milhões para a campanha de Helder Barbalho (MDB) ao governo do Pará em 2014, sendo R$ 2,2 milhões em doações legais, registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e mais R$ 1,5 milhão de suposto caixa dois. Em contrapartida, caso tivesse sido eleito, Helder facilitaria a privatização da Companhia de Águas do Pará (Cosanpa) para a própria Odebrecht, num jogo de cartas marcadas, conforme denunciaram em delação premiada os ex-diretores da Odebrecht Fernando Reis e Mário Amaro da Silveira.

O Pará gasta mal, não tem eficiência.

Como noticiou o site Valor, em meio à maior crise econômica da história do Brasil, o Pará vem apresentando uma combinação rara para os dias atuais: atividade em crescimento e contas públicas relativamente em ordem. O Estado tem se beneficiado de grandes investimentos da indústria extrativa e em infraestrutura, além da alta do preço do minério de ferro no mercado internacional.

Isso tem feito com que o Pará viva uma fase de “ufanismo econômico”, como define Eduardo Costa, presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), órgão subordinado ao governo do Estado. Um ajuste fiscal promovido pelo governador Simão Jatene (PSDB), em 2015, fez com que as contas públicas, que já estavam relativamente equilibradas, se mantivessem em melhor situação do que as de outras unidades da federação.

A prioridade [para a composição do quadro do governo] será técnica.

Quando Prefeito de Ananindeua, na região metropolitana de Belém, entre 2005 e 2012, Helder Barbalho empregou a esposa, Daniela Lima Barbalho, como secretária municipal de Cidadania e Assistência ao Trabalho. Depois, contratou a sogra, Maria José Rodrigues Valle, e a cunhada, Renata Valle de Lima, para ministrarem palestras bancadas pela Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência ao Trabalho (Semcat), aquela mesma comandada pela mulher, à época primeira-dama do município de Ananindeua.

A sogra de Helder, Maria José Valle, recebeu da prefeitura R$ 2.400,00 para ministrar duas palestras sobre o tema “Direito de ser jovem e de convivência comunitária e familiar” para famílias atendidas nos CRAS Daniela Reis, Complexo Cidade Nova VI, Estrela Ananin e Santana do Aurá, entre outros, nos meses de junho e julho de 2009.

A cunhada de Helder Barbalho, Renata Valle de Lima, foi contratada pela PMA, por meio da Semcat, para a prestação de serviços e ganhar um dinheirinho extra ministrando palestra com o tema “Aspectos da gravidez”, para atender ao curso de gestante na sede do CRAS. Recebeu R$ 1.200,00 nos meses de junho a agosto de 2009 e R$ 2.435,00, no mês de dezembro do mesmo ano, totalizando o pagamento irregular de R$ 6.035,00.

“O total de pagamentos irregulares e beneficiários, prestadores de serviços junto à Semcat, com 1º e 2º graus de parentesco por afinidade com o prefeito municipal, Sr. Helder Zahluth Barbalho, e consanguíneo com a secretária da Semcat, Sra. Daniela Lima Barbalho, foi de R$ 8.435,00 (oito mil quatrocentos e trinta e cinco reais)”, concluiu auditoria realizada pela Controladoria Geral do Município (CGM) de Ananindeua.

Outra cunhada de Helder Barbalho, a irmã de Daniela Barbalho, Isabela Valle de Lima, de acordo com pesquisa realizada no Diário Oficial de Ananindeua, foi contratada para exercer o cargo comissionado de DAS-07, depois DAS-09, também na Semcat, lotada no gabinete do presidente do IPMA. Ela teria recebido pagamento irregular no valor de R$ 245.746,47 (duzentos e quarenta e cinco mil, setecentos e quarenta e seus reais e quarenta e sete centavos) no período em que esteve contratada pela Prefeitura de Ananindeua.

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