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A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, parece que sentou em cima do inquérito da Polícia Federal que investiga há anos o pagamento de R$ 150 milhões em propinas para políticos do MDB e PT pelas empreiteiras que construíram a usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no sudeste do Pará.

Altos executivos das empreiteiras Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Norberto Odebrecht, entre outras, confessaram à PF, em delação premiada, o pagamento das propinas para políticos manjados como o senador Jader Barbalho, do Pará, e Edison Lobão, do Maranhão.
Nos depoimentos já tomados pelos delegados e procuradores da República que atuam nas investigações, executivos das empreiteiras apontaram o filho de Edison Lobão e o ex-senador paraense Luiz Otávio Campos – hoje ligado a Jader e Helder Barbalho – como os intermediários no repasse das propinas cobradas na construção da maior usina hidrelétrica da Amazônia.

O esquema corrupto em Belo Monte também foi denunciado pelo ex-todo poderoso ministro da Fazenda do governo Lula, Antônio Palocci.

O inquérito policial das propinas de Belo Monte foi prorrogado em setembro de 2018, a um mês da eleição, pelo ministro Edson Fachini e, desde lá, está, digamos assim, em banho Maria, sem manifestação do Ministério Público Federal.

Reage, Raquel Dodge.

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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