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As cenas de policiais militares atirando em sindicalistas, professores públicos e manifestantes das mais diversas categorias do funcionalismo público do Pará, hoje, 17 de dezembro, lembraram os anos de chumbo da ditadura militar que governou o Brasil de 1964 a 1985.

O governador Helder Barbalho inaugurou a barbárie em seu governo, colocando a polícia para espancar e atingir servidores com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

O que se viu na frente do prédio da Assembleia Legislativa do Pará foi o maior ato de repressão a trabalhadores neste século, em Belém.

No plenário da Alepa, a maioria esmagadora dos deputados apoiadores do governador votavam o já denominado “Pacote de Maldades de Helder Barbalho”, tendo como presente de Natal para os mais de 100 mil servidores públicos do Estado o aumento da alíquota de contribuição previdenciária de 11 para 14 por cento de seus vencimentos, numa reforma da Previdência mais draconiana do que a aprovada no Congresso Nacional pelo governo do capitão Jair Bolsonaro.

Na internet, circulam vídeo comparando o que o governo prega em sua propaganda oficial e o que foi visto nas ruas na data de hoje.

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

O final melancólico do governo Helder Barbalho

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