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Na manhã da última quarta-feira, 09/01, o governador Helder Barbalho reeditou o art. 8º do Decreto nº 1.230, de 26 de fevereiro de 2015. A redação original dizia que:

“Os cargos comissionados de Direção e Coordenação de Unidades Regionais dos órgãos e das entidades da Administração Direta e Indireta, códigos GEP-DAS-011.5 e GEP-DAS-011.4, só podem ser providos por portador de certificado de curso superior ou diploma de graduação de nível superior e o de código GEP-DAS-011.3, no mínimo, por portador de certificado de conclusão de ensino médio ou de curso de educação profissional técnica de nível médio.”

Na versão do Barbalho, o artigo ficou assim:

Tal medida vai na contramão do que a Câmara dos Deputados vem discutindo na PEC 119/15, sob autoria do Deputado Irajá Abreu (PSD/TO). Segundo o parlamentar, “o objetivo do projeto é, em primeiro lugar, qualificar a mão de obra no setor público, exigindo formação superior em cargos comissionados. Para que a gente tenha bons servidores exercendo cargos de chefia e de liderança, é necessário que, minimamente, se tenha uma qualificação profissional.”

Atribuie-se ao ex-governador de Minas Gerais, o folclórico e milionário Newton Cardoso, o seguinte folclore político: Ao saber que os paulistas ganhavam mais que os mineiros na Loteria Esportiva, o governador Newton Cardoso indagou de um assessor as razões de tamanha injustiça: – É a Lei das Probabilidades, sentenciou o assessor, lembrando que o número de paulistas que jogava na Loteria Esportiva era maior do que o de mineiros. – É uma lei injusta. Encaminhe já para a Assembleia Lê projeto de lei revogando essa Lei das Probabilidades, ordenou Newton Cardoso.

Mal comparando, é o que faz o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) ao atribuir por decreto poderes ao chefe da Casa Civil, Parsifal Pontes, para garantir DAS, de nível superior, para servidores de nível médio… Aonde vamos parar nesta Sucupira Tupiniquim?

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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