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A Polícia Federal vai deslanchar a terceira fase da Operação Histórias de Pescador para coibir fraudes no cadastro nacional de pescadores, desta vez para cumprir determinação do próprio presidente Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira passada, o presidente da República ordenou uma devassa no cadastro de pescadores diante das inúmeras denúncias de fraudes no Seguro-Defeso, o pagamento de um salário-mínimo para cada pescador cadastrado durante um período de quatro meses, época da desova das espécies, quando a pesca profissional é restringida em todo o território nacional.

Jair Bolsonaro recebeu relatório dos órgãos de informação do governo alertando que há fortes indícios de que até 65% dos pescadores cadastrados para receber o Seguro-Defeso são “fantasmas”: muitos sequer sabem colocar uma minhoca no anzol ou diferenciar um mapará de um tubarão.

No Pará, são mais de 250 mil pescadores cadastrados e, se prevalecer o percentual de “fantasmas” do levantamento nacional, seriam mais de 100 mil pescadores de araque, que estariam saqueando os cofres públicos somente aqui no Estado em mais de 400 mil salários mínimos por ano.

Nas duas últimas operações, a Polícia Federal descobriu funcionários públicos, taxistas, flanelinhas e até vereadores cadastrados como pescadores nas colônias espalhadas pelo Estado.

Segundo o governo federal, mais de R$ 2 bilhões saíram dos cofres da União para honrar o pagamento do Seguro-Defeso em 2018.

Promessa feita pelo presidente Bolsonaro: fraudador do Seguro-Defeso que pedir agora o descredenciamento do Cadastro Nacional dos Pescadores será anistiado.

Quem se habilita?

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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