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Na propaganda eleitoral de Helder Barbalho dessa terça-feira (19), o candidato demonstrou total desconhecimento das obras que estão em andamento e as que serão entregues nos próximos dias.

Na tentativa de diminuir sua larga rejeição na Região Metropolitana de Belém, o candidato derrapou feio. Confira.

Helder Barbalho iniciou dizendo que “tirará do papel o BRT Metropolitano”, não disse, porém, que as obras devem ter início nos próximos dias, após processo licitatório concluído. O atraso da obra deve-se inclusive a Helder e Jader Barbalho, que trabalharam em Brasília, com seus aliados Annivaldo Valle e Lúcio Valle, do PR, detentores de cargos no Ministério dos Transportes, para inviabilizar a concessão de um trecho de 16 km da rodovia BR 316, entre Marituba e o entroncamento de Belém com Ananindeua, impedindo assim a construção do BRT Metropolitano, que já tinha garantido um empréstimo de R$ 500 milhões da Agência Japonesa JICA.

O projeto, que beneficiaria com mobilidade urbana dois milhões de paraenses de Castanhal, Benevides, Santa Izabel, Santa Bárbara, Marituba, Ananindeua e Belém, somente agora, no apagar das luzes do governo de Simão Jatene, começa a ser implantado.

A concessão do trecho da BR 316 para a construção do BRT Metropolitano pelo governo do Pará só foi assegurada pelo presidente Michel Temer (MDB) quando o PSDB fazia parte da gestão, o que atrasou a implantação do projeto por mais de três anos, coroando a política do “quanto pior, melhor” da dupla Helder e Jader Barbalho contra o Pará.

Seguiu falando sobre seu projeto de duplicar a Av. João Paulo II. Mas pasmem: a avenida já está pronta e terá o trânsito liberado já nesse domingo (23). Em que Pará Helder Barbalho mora?

Nos bastidores de sua campanha, alguns já lhe chamam de “Chupim”, uma espécie de pássaro que coloca os ovos no ninho de outros para não ter o trabalho de chocar.

Já no final, disse que em um virtual governo “não terá obra parada”. Certamente a população de Ananindeua discorda dessa imagem de gestor eficiente que Helder está tentando passar. Lá, lembram muito bem o tal “estádio fantasma”.

O Estádio Municipal de Ananindeua foi uma obra abandonada num gigantesco terreno baldio, tomado pelo mato, cheio de poças d´água e de caminhões e tratores depenados por vândalos, abandonados ao sol, sujeitos às intempéries do clima. O que seria um moderno estádio – que, inteiramente concluído, teria capacidade para abrigar 25 mil torcedores –, virou ponto de encontro para mendigos, desocupados e drogados.

“Este estádio será um marco para o município e ainda vai trazer mais desenvolvimento para o esporte e o lazer de Ananindeua”, chegou a festejar o então prefeito Helder Barbalho, ao lançar a pedra fundamental do estádio, localizado – um contra-senso – a menos de cinco quilômetros do Mangueirão, o Estádio Olímpico do Pará, na avenida Augusto Montenegro, com capacidade para 54 mil torcedores sentados.

Helder anunciou publicamente que o novo estádio de Ananindeua, além de abrigar partidas de futebol, também proporcionaria atividades para os alunos da rede municipal de ensino no programa “Bom de bola, Bom, de escola”, outro factoide que nunca saiu do papel.

O arremedo de estádio foi batizado carinhosamente pelos moradores das redondezas de “Bandão”, e não sem motivo: apenas uma banda das projetadas arquibancadas chegou a ser construída, não servindo absolutamente para nada. O campo de futebol serve para peladas de garotos do bairro que conseguem autorização do vigia da empreiteira responsável pela obra.

Trabalhadores da campanha de Helder Barbalho protestam após calote

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Direto da Fonte: 20 de setembro

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