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O candidato na presidente da República, capitão Jair Bolsonaro, já descartou em entrevistas qualquer possibilidade de subir em palanques de políticos denunciados na Operação Lava Jato e envolvidos com corrupção.

Pelo Twitter, Bolsonaro rechaçou alianças no Pará com Hélder e Jader Barbalho, que no Estado firmaram aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT), do seu adversário na disputa presidencial, Fernando Haddad.

HELDER NA LAVA JATO

O segundo turno eleitoral no Pará servirá para mostrar ao eleitor paraense o envolvimento do candidato Hélder Barbalho na Operação Lava Jato, denunciado duas vezes por supostamente ter recebido milhões de reais em propinas.

Helder é investigado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, os mesmos que asseguraram a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos de prisão.

Em eterna campanha eleitoral, Helder Barbalho foi denunciado pelo então presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis, em delação premiada confirmada na Polícia Federal e no Ministério Público Federal por Mário Amaro da Silveira, diretor-superintendente da empresa.

Fernando Reis e Mário Amaro confirmaram à PF que repassaram R$ 1,5 milhão para Helder Barbalho, do caixa dois da empresa, em três parcelas de R$ 500 mil, para a campanha eleitoral de 2014, quando Helder disputou o governo do Pará e foi derrotado.

Este inquérito, aberto na Operação Lava Jato com autorização do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, atualmente está na gaveta da juíza Lucimara Costa, uma aliada de primeira hora de Jader e Helder Barbalho no Tribunal Regional Eleitoral do Pará.

PROPINA DA JBS

Helder Barbalho também foi denunciado em outro inquérito da Operação Lava Jato, o do Quadrilhão do MDB. Neste, de ampla repercussão nacional, o diretor executivo do grupo JBS Friboi, Ricardo Saud, que em delação premiada homologada pelo STF comprovou, inclusive entregando notas fiscais emitidas para comprovar o recebimento das propinas.

Do grupo JBS, segundo Ricardo Saud, Helder e seu honestíssimo pai, o senador Jader Barbalho, receberam R$ 8,9 milhões de reais: R$ 6 milhões para Jader e R$ 2,9 milhões para Helder Barbalho.

Este inquérito continua no âmbito da Polícia Federal e recentemente teve seu prazo ampliado em mais 60 dias pelo ministro Edson Fachin a pedido da procuradora geral da República.

As delações de Fernando Reis já garantiram a condenação do ex-presidente do Banco do Brasil no governo Lula e presidente da Petrobras no governo Dilma Rousseff, Aldemir Bendini, condenado pelo juiz Sérgio Moro a 12 anos de prisão. Fernando Reis também delatou o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, que foi preso esta semana pela Polícia Federal.

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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