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Tenho o maior orgulho de Belém do Pará, cidade onde nasci e me criei.

Não há nos nove Estados da Amazônia Legal nada parecido, ou similar, com a “Cidade das Mangueiras”, insuperável Metrópole da Amazônia. A cidade da minha infância querida, que os anos não trazem mais, que ainda mantém a tradição do mercado de ferro do Ver-o-Peso, com sua gigantesca feira a céu aberto, sob a guarda do Forte do Presépio, marco de fundação da cidade em 12 de janeiro de 1.616 pelo capitão-mor português Francisco Caldeira Castelo Branco.

Belém de suas históricas e imponentes igrejas, da Catedral da Sé, da Basílica de Nazaré, das igrejas do Carmo, Mercês, Santa Ana e Santo Alexandre, retratos vivos de uma época de fausto.

Temos, 404 anos depois, uma Belém de novos equipamentos turísticos, que o grupo de comunicação da família Barbalho, por interesses eleitorais escusos, tenta esconder com uma campanha sistemática, diuturna, de incentivo à baixa estima do belemense.

Ignoram novos ícones do turismo na capital paraense como a fantástica e acolhedora Estação das Docas, o Parque da Residência, a Casa das 11 Janelas, o Mangal das Garças, o Pólo Joalheiro São José Liberto, o Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia e o recente Parque do Utinga Camilo Vianna, porque executados nos governos tucanos de Almir Gabriel e Simão Jatene.

É verdade que Belém ainda sofre o drama das enchentes, dos alagamentos, da falta de saneamento básico e enfrenta o caos no trânsito, mas houve avanços nos últimos 30 anos, e isso é inegável.

Os desafios postos à frente dos gestores de Belém são muitos, e o saneamento é o maior deles, mas negar os avanços na saúde – com novo pronto socorro e novas Upas, e na educação – com todas as escolas climatizadas e todos os professores do município recebendo mais do que o piso nacional – que o governador Helder Barbalho se recusa a pagar os professores do Estado – e tentar esconder o que está à vista de todos, calar a voz rouca das ruas.

Salve Belém, Cidade das Mangueiras, do Theatro da Paz, das praças da República e Batista Campos, do Bar do Parque e de um povo ordeiro e solidário.

Nossa Belém, Cidade Eterna!

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

Helder Barbárie, Pinóquio papa-chibé

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