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Cara-de-pau presente, o governador Helder Barbalho (MDB) reinaugurou hoje, oito meses e 19 dias após tomar posse, o maior hospital do Estado do Pará, o Abelardo Santos, com 269 leitos, em Icoaraci, distrito de Belém.

O hospital Abelardo Santos já havia sido entregue à população no dia 30 de dezembro de 2018 pelo ex-governador Simão Jatene, que o construiu e equipou. Dias antes, por decisão monocrática de uma desembargadora do Tribunal de Justiça, Jatene havia sido proibido de inaugurar o hospital.

Na primeira semana de sua gestão, Barbalho visitou o Abelardo Santos e postou fotos dos últimos andares do hospital – que haviam sido reservados a uma futura expansão, para tentar convencer a população que o hospital estava inconcluso.

Hoje, na reinauguração, os últimos andares do hospital continuam como estavam nove meses atrás, o que comprova a farsa montada para Helder Barbalho inaugurar uma placa com o seu nome.

Triste é constatar que nestes 260 dias,no hospital Abelardo Santos deixou de atender algo em torno de 50 mil consultas.
Centenas de crianças recém nascidas prematuramente deixaram de ser atendidas nas modernas unidades de terapia intensiva neonatal do Abelardo Santos por causa de uma política rasteira e sem noção.

A reinauguração foi festejada pelo grupo Rede Brasil Amazônia, da família Barbalho, com farta publicidade oficial.
Helder Barbalho segue seu governo à procura de um hospital estadual para chamar de seu.

A hipocrisia presente, mais do que nunca.

Em vídeo, Jatene falou sobre a demora para a entrega, acreditando ser pretexto para Helder colocar seu nome na placa
Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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