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Ronaldo Brasiliense

O governador Helder Barbalho (MDB) fez de bobo o povo de Itaituba, no oeste do Pará, na quinta-feira, 09, ao inaugurar o Hospital Regional do Tapajós. Antônio Santana, radialista da Alternativa FM, que foi tratado com truculência pelos seguranças do governador, está coberto de razão: o hospital regional do Tapajós foi entregue à população com aproximadamente 30 por cento de sua capacidade plena.
Previsto para funcionar com 160 leitos, o hospital do Tapajós por enquanto vai servir exclusivamente para atender pacientes Infectados pelo novo coronavirus, que não são poucos.
Itaituba está enfrentando há dois meses um recrudescimento de casos do novo coronavirus, com dezenas de mortes, e os pacientes em situação mais grave têm sido transferidos para os hospitais de Santarém devido à escassez de leitos de UTI, com respiradores mecânicos, em Itaituba.
O forte aparato policial implantado no entorno do hospital e por onde a comitiva do governador passou não impediu a revolta da população do município – conhecido nacionalmente pelos seus garimpos de ouro – contra o descaso de Helder Barbalho.
A manifestação contra o governo ganhou as ruas, com passeatas – pessoas carregando cruzes simbolizando as mortes por Covid 19 – muitas vaias e protestos contra os out door espalhados pela cidade anunciando que o povo de Itaituba apoia Helder.
Construído quase integralmente na gestão do ex-governador Simão Jatene, o hospital regional do Tapajós não foi priorizado na gestão de Helder Barbalho, que passou 18 meses para concluir e entregar apenas 30 por cento de sua capacidade.
Helder preferiu gastar milhões na montagem de um hospital de campanha em Santarém – que já tem o Hospital Regional do Baixo-Amazonas, e ainda anunciou em plena pandemia – que já matou mais de cinco mil pessoas no Pará – que vai gastar R$ 160 milhões para reformar em Belém o estádio Edgar Proença, o Mangueirão, escárnio para milhares de paraenses Infectados pela Pandemia Covid 19.

 

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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