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Amigos e amigos,

A história tem sido pródiga em exemplos, que demonstram como o chamado “aparelhamento” e manipulação das instituições têm levado a degeneração da sociedade. Destruindo a confiança e espalhando a descrença, o uso e manipulação das instituições para servir a interesses políticos subalternos é passo certo para o império da injustiça, que afasta as pessoas de bem da vida pública, a qual acaba se tornando espaço cativo, “reserva de mercado”, para os sem limites e sem escrúpulos.

Por isso, o uso da máquina pública para perseguir, intimidar, e coisas do gênero, não pode ser entendido apenas como simples incompreensão e mau uso do poder, ou mesmo parte do jogo político. Tal comportamento, é coisa bem mais grave.

Constitui uma vil estratégia de dominação dos covardes, que mais do que a disputa e a vitória, tentam, permanentemente, destruir os que a eles não se curvam, na expectativa de que isso sirva de exemplo para que outros não tentem confronta-los.

E essa é a razão dessa postagem.

Tenho acompanhado a lamentável e progressiva transformação da AGE, criada e aprimorada como órgão eminentemente técnico, que chegou a ser reconhecido fora do Estado, em instituição indisfarçavelmente política, inclusive, sob a direção de pessoas que integraram a coordenação jurídica da campanha eleitoral do atual governador, e continuam agindo como se lá estivessem, sem perceber sua nova condição institucional.

Assim, tenho assistido alguém indiciado criminalmente, segundo a autoridade policial, por falsidade ideológica (Processo no 0014397-26.2016.8.14.0006), sob o manto de auditor geral e numa pirotecnia de causar inveja a qualquer espetáculo circense, ser usado e usar os conhecidos veículos de comunicação que pertencem ao governador e a própria Imprensa Oficial do Estado, para num festival de arbitrariedades, ameaçar, enxovalhar e tentar envergonhar, inclusive, servidores públicos sem maior envolvimento político e de história irreparável, cujo “pecado” foi participar da administração passada.

E o mais abominável, é que refletindo uma verdadeira paranoia tudo parece ter o objetivo maior – cada vez mais difícil de esconder -, de criar e me envolver em escândalos para uso eleitoreiro, uma vez que a realidade tem jogado por terra as frequentes tentativas de nos nivelar a eles politica e eticamente, a exemplo da fantasiosa história do “rombo nas contas” que também não rendeu o resultado pretendido.

Por tudo isso, e até para mostrar que tal manobra da auditoria nada tem de ética, cuidado com a coisa pública, ou defesa da moralidade, e não passa de mesquinha e orquestrada tentativa de me intimidar e calar qualquer oposição, venho mais uma vez, publicamente, reiterar a proposta para, juntamente com o atual governador e nossas respectivas esposas, darmos um exemplo, não apenas apresentando as nossas declarações de bens, mas demonstrando a origem dos mesmos, logicamente, não para a Direção da AGE que, infelizmente, já mostrou não ter estatura e autoridade para isso, mas sim para o Ministério Público, com acompanhamento da receita federal.

Tal atitude, além de dar autoridade ao governo para exigir o mesmo procedimento de outros servidores, certamente, contribuiria inclusive para esclarecer as graves acusações envolvendo o nome de sua excelência feitas, não no calor da disputa eleitoral ou por adversários políticos, mas no âmbito da Lava Jato, com as delações da JBS e Odebrecht, bem como nas investigações sobre o chamado lixão de Marituba, entre outras.

Quanto ao Sr. Auditor Geral, é bom lembrar que não deixa de causar, no mínimo estranheza, o revelador silêncio diante das recorrentes denúncias sobre o governo, como por exemplo, os gastos com publicidade nos veículos de propriedade do governador e familiares, bem como, estranhas licitações na própria auditoria, indicando que o Sr. Auditor, além de questionável autoridade ética para o exercício do cargo, carece de bom senso, ao “falar em corda na casa de enforcado”.

Ronaldo Brasiliense
Ronaldo Brasiliense é o repórter mais premiado da Amazônia nos últimos trinta anos. Conquistou os maiores prêmios da imprensa brasileira em uma carreira marcada por reportagens denunciando a corrupção, a malversação do dinheiro público, em defesa da democracia, dos direitos humanos, da preservação do meio ambiente e da cultura dos povos da floresta. Atualmente, Ronaldo Brasiliense é presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e da Associação Cultural Obidense (ACOB), que administra o Museu Integrado de Óbidos e promove anualmente o Festival do Jaraqui, além de executar obras com o apoio da sociedade civil obidense e do poder público municipal, como a atual revitalização do histórico Forte Pauxis, marco de fundação da cidade de Óbidos.

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